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quarta-feira, 6 de julho de 2011



Um dia sem sal o de hoje, passei o dia tentando escrever algo legal, mas quase não surgiu nada. Como meu dia pacato e cansativo, sim cansa não fazer nada.


Me beija, me atiça, me inebria e depois vai embora.
Que mania feia é essa, menino?
Toma juízo, vende na mesma quitanda onde você compra essa paciência infinita, toma doses fortes e só assim você me deixa de vez ou quem sabe resolve ficar.
Olha menino, quero que você se decida. De indecisões já me basto.
Mentira.
Sempre falta algo. E esse seu jeito calmo de me pedir só mais um minuto, que se transforma em trinta, seus costumes diferentes, sua forma de andar de mãos dadas com o acaso. Seu chato.
Quando te conheci, você não passava de um garoto calado e sem sal, olha agora : você ainda continua me torturando com suas falas curtas, diretas, mas é só isso que fica da primeira opinião.


Mais não entendo como vim parar em você nesse post?
Não entendo como vim para com você nesse post.

Mas tem problema não, meus devaneios sempre me levam pra lugares incomuns

domingo, 1 de maio de 2011

Trague






A poção já está pronta, miraculosamente preparada, precisamente medida.
(acho que você será sempre ligado a mim).
Me pegue em teus braços, me sinta pulsar em você.
Me ame, gosto de ser amada.
Me despreze, passe todos os seus dias lembrando de mim e tentando esquecer isso.
Me odeie, isso vai doer mais em ti, pois sei que o ódio é o orgulho ferido falando alto.
Mas tome, aceite tudo e beije, quando antes atirou palavras cruéis em mim, me ame com seu coração em chamas.
Serei como um antídoto para suas palavras ferinas e para seu coração em cacos. Pois eu sei o que é a dor, pequeno.
Você não sabe a tempestade que passei, a dor que senti.
Estou aqui, esperando que você me trague mais uma vez.

Nosso ninho








quando minhas pernas se confundem com as suas, meu espasmos se tornam audíveis e o meu corpo pulsa juntamente com o seu.
Não sei o que fazer, meu corpo se torna seu e o seu se torna minha posse. Caminhando lentamente para a luxúria de mãos dadas.
Nenhum ser foi tão meu quanto você, até hoje. Nenhuma outra pessoa me fez trocar pernas sem saber com quais iria sair.
sozinha em meu quarto, nosso antigo ninho de amor, meu corpo flutua a cada lembrança meu corpo flutua, no fim desfaleço em meu leito.

terça-feira, 15 de março de 2011

Suicidio




A noite fria estava mais uma vez a sua espera,
Sua capa negra se encontra no chão displicente,
seu corpo clama por sangue, seu corpo clama por sangue
tenta se reconfortar com imagens do dia anterior...
mas tudo parece um borrão e esvai como as ultimas gotas que percorrem seu corpo.
o relógio marca 20:h, já não consegue despertar cedo,
começa a pensar onde vai caçar está noite.
Está cansado de ser quem dá as cartas,
está cansado de jogar quando já sabe ser o vencedor.
Cadê a dificuldade do inicio?
Agora, é temido e respeitado, mas ele quer o jogo da morte.
A imprecisão da disputa.
Mais uma vez veste seu manto negro e sua cartola

que A benção de Caim, caia sobre vós.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Parafilia






Eu sou o derradeiro desejo de uma mente pervertida.
Sou a imagem fiel da luxúria.
Sou as palavras lascivas sussurradas na sua nuca.
sou o arrepio que percorre teu corpo.
a roupa arrancada abruptamente.
o climax
o nectar suave despejado em seu interior
Sou o sonho mais sublime e o pesadelo mais cruel
sou simplesmente essa oblíqua
sou a mão deliciada em sua pele.
sou o ápice de seus espasmos
o defeito mais virtuoso
a lucidez mais embriagada,
o vazio rodeado de palavras
a boca a espera de um beijo
sou a violação da sua inocência
a Passagem só de ida para meu interior.