sábado, 5 de fevereiro de 2011

Embriagada




O ar entrava rasgando a traqueia, os ultimo residuos do vomito ainda estavam ali, sua cabeça rodava numa velocidade enjoativa e ela não tinha coragem de se mover. Ainda estava com a sensação de que um pedaço tinha desaparecido, o casco da vodka rolava vazio aos seus pés. Ela não sabia o que fazer a seguir, era sua primeira embriaguez. Tinha vontade de gritar que a culpa era dele, que era ele quem ela tentava afogar dentro de si, estava cansade de ser tanto a "rosa" quanto a "raposa". Desejava que o "Pequeno Principe" nunca tivesse existido, não passava de uma historia besta com um fim tão besta quanto. Tinha raiva de ter lido aquelas paginas, nunca leu outra obra daquele autor e se sentia feliz por isso. Algo nesse dia podre a alegrava. Ele era o judeu do porão, ela a menina que roubava livros, não diria nada sobre ele. Tentava lembrar que personagem se parecia, só conseguia pensar na Liberdade, amiga pequena da Mafalda, o efeito do alcool fazia sua cabeça girar, era uma boa visão, a pergunta que um di atinha feito ao seu segundo namorado surgiu novamente "Como será fazer sexo embriagada?" ainda não sabia responder. Pensou em ligar pra ele e perguntar, mas não queria saber das peraltices dele com outras, não queria se sentir pequena. Não mais do que já sentia. Pensou em ligar para o primeiro namorado e mentir, dizer que tinha feito sexo e que foi bom, mentir para um canalha não devia ser ruim. Decidiu não ligar, não queria mentir, não tinha motivos. Ficou imovel por um tempo, respirava um pouco melhor e achava graça do nome da Vodka "sky" lembrava Tv fechada, se perguntava como trocar o canal agora, escolher qualquer outra cena, mas era devaneios de uma bêbada, uma garota confusa que só queria colo. A turma ainda estava bebendo, podia escutar os risos. Sons de passos , ela tenta sentar, não consegue, xinga em alto e bom som, recebe de volta mais risos. Se sente só. Decidi voltar pra galera, antes disso compra uma garrafa de água, se limpa e volta. Sente seus passos leves e disfarça a dor com um sorriso nos lábios.
Tudo bem, tudo certo. Perguntam onde ela estava. sem demora ela responde: "No inferno!". Todos acham graça, ela acompanha o riso.
Mais um dia.

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